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:: Seruca Emídio - Loulé é um município versátil em encontrar soluções económicas e sociais
22-07-2009
O autarca defende que a autarquia considera mais importante as infra-estruturas de saneamento básico, logo seguido de equipamentos na área da educação.


  

Guia de Portugal - O que distingue o seu município dos restantes municípios da região e do país?

Seruca Emídio - Fundamentalmente, Loulé é um município complexo, complementar, em termos de actividades socioeconómicas, da paisagem, do ambiente, e também devido à sua extensão, já que é o maior do Algarve e um dos maiores do país. Portanto, é um município que tem condições para não ficar dependente de uma só actividade, é um município que consegue ser versátil em encontrar soluções económicas e sociais para resolver os problemas das populações. E, nesse sentido, beneficia também de um outro aspecto importante que é a sua centralidade. É um município que se encontra localizado no centro do Algarve e, como tal, também beneficia desse facto.

G.P. - Qual a área que considera prioritária no seu município e porquê?

S.E. - Se a pergunta se refere à área que a Autarquia considera mais importante neste momento da vida do concelho para o diferenciar, para o requalificar, para melhorar a qualidade de vida das populações, diria que são as infra-estruturas de saneamento básico, logo seguido de equipamentos na área da educação. Como se sabe estas questões são dinâmicas e as prioridades vão mudando à medida que vamos resolvendo os problemas, dependendo da evolução das necessidades. Mas nestes dois mandatos, estas têm sido as duas áreas prioritárias.

G.P. - Existe algum projecto que considere inovador no concelho?

S.E. - Existe o projecto de criação do Aeródromo Municipal. E também, em termos de inovação, temos o projecto das Minas de Sal-Gema. São dois projectos diferenciadores, únicos e inovadores.

G.P. - Qual o sector que tem maior peso da economia local?

S.E. - Sem margem para dúvida que o turismo é a actividade com maior peso na economia do Concelho de Loulé. Não só o turismo tradicional, de hotelaria, do "sol e praia", mas também o turismo de segunda habitação que é muito forte no Concelho de Loulé, nomeadamente pela riqueza gerada em termos receitas. Este turismo está associado aos resorts e à habitação de média e longa duração.

G.P. - Quais as grandes obras previstas até ao final do mandato?

S.E. - As obras de saneamento, duas novas escolas do 1º ciclo com jardim-de-infância, uma em Loulé e outra em Almancil, o arrelvamento de três campos de futebol, em Loulé, Quarteira e Salir, a ligação de Loulé a Faro, a Avenida Nascente de Loulé, a requalificação do antigo troço da EN 125 em Almancil e também a requalificação de várias estradas no interior.

G.P. - Qual a estratégia de futuro que delineou para o seu concelho e como o imagina daqui a uma década?

S.E. - A estratégia de futuro passa, sobretudo, pela aposta nas novas tecnologias em indústrias não poluentes para tornarmos o Concelho mais atractivo para a implantação dessas indústrias, indústrias que convivam bem com o turismo que é a principal actividade. Deste modo, temos em vista a preservação do ambiente e a requalificação da qualidade de vida das pessoas, que está directamente ligada também à requalificação urbana, por exemplo, que é uma das coisas que eu penso que é fundamental neste momento. Mais do que novas construções, é preciso que criemos condições para a renovação e reabilitação urbana. Isto a par de critérios muito rigorosos em termos ambientais para a sustentabilidade da qualidade da água, do ar, da preservação da paisagem... Porque no futuro, cada vez mais, o elemento diferenciador do turismo vai ser o ambiente e a qualidade de vida. Portanto, um concelho que vive fundamentalmente do turismo vai ter que apostar forte nas energias renováveis, por exemplo, e na preservação do ambiente e requalificação se quer ter futuro e ter condições para continuar a liderar em termos de turismo de qualidade, como tem acontecidos nestes últimos anos com Loulé.

G.P. - Qual o grau de endividamento da Câmara Municipal?

S.E. - 19%.

G.P. - Relativamente às receitas das autarquias locais, como avalia a questão do cadastro urbano e rústico em Portugal e do seu concelho? Está actualizado?

S.E. - O cadastro rústico no nosso concelho hoje representa menos de 1% da receita de IMI e mesmo que venha a estar actualizado pouco cresce. O IMI neste concelho é essencialmente pela componente urbana e pela habitação. Também no cadastro urbano está muito por actualizar. Penso que neste momento, apenas 21% dos nossos prédios urbanos estarão avaliados, falta avaliar 4/5 daquilo que é o total do património urbano e, portanto, é evidente que a receita pode crescer com a avaliação dos imóveis e também um outro efeito que pode acontecer é que pode-se baixar as taxas de IMI à medida que este património urbano vai sendo avaliado e, assim, conseguiremos melhor distribuir pelos munícipes as receitas que a Câmara arrecada em termos de IMI e IMT.

G.P. - Como gostaria de deixar o seu nome ligado ao concelho e à Câmara Municipal?

S.E. - Como "O autarca cidadão"!


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