:: Sesimbra entra em obras
17-03-2006
Concelho muito vocacionado para o turismo, Sesimbra defronta-se com o problema das acessibilidades e da falta de estacionamento, que deverá começar a ser solucionado no presente mandato.
|
|
|
|
Também o centro histórico da cidade deverá sofrer intervenções de melhoramento, no âmbito do URBCOM, as quais terão de começar já no próximo ano.
Sesimbra ganha candidatura ao URBCOM
O Município de Sesimbra viu aprovada a sua candidatura ao programa URBCOM, efectuada há já quatro anos, de revitalização da vila, mais concretamente da zona correspondente ao seu centro histórico. Entre as obras elegíveis para investimento público contam-se a repavimentação e iluminação das ruas, a instalação de novo mobiliário urbano e sinalética e a resolução de um dos problemas mais visíveis de Sesimbra que é a falta de estacionamento. No fundo, pretende-se melhorar a atractividade daqueles espaços onde está também concentrada grande parte do comércio, que deverá sair beneficiado. A autarquia terá de ultimar os projectos no decorrer de 2006, para que as obras se concretizem entre 2007 e 2008, as quais deverão incidir, sobretudo, na zona histórica da vila.

Em termos de financiamento, e no caso dos empresários e comerciantes realizarem um investimento total na ordem dos 2,2 milhões de euros, a Câmara Municipal de Sesimbra deverá arrecadar mais de 450 mil euros, que é o valor máximo a receber para a realização das obras. No entanto, e segundo o vereador com os pelouros da Administração, Finanças e Actividades Económicas, José Polido, realizado o investimento, os empresários vão receber uma percentagem entre os 35 e os 45 por cento da verba, de cerca de 455 mil euros, disponibilizada para a autarquia. No entanto e de acordo com o presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Augusto Pólvora, é necessário agora avaliar 'se os comerciantes que na altura demonstraram interesse (pelo URBCOM) o mantêm, porque afinal passaram quatro anos'. 'É importante saber se já investiram ou se a conjuntura económica facilita fazer novos investimentos', adianta.
Acessibilidades no concelho
Sesimbra é uma terra conhecida pela suas praias, natureza e riqueza histórica e tem vindo a assistir a um crescimento do sector do Turismo, o que tem como consequência directa o aumento do tráfego rodoviário, que tem revelado falhas ao nível do estacionamento na vila. Além disso, existem grandes dificuldades nos acessos rodoviários para entrada no concelho e na própria vila. Para resolver estes problemas, a autarquia decidiu implementar um Plano de Acessibilidades para o Concelho de Sesimbra, partindo da elaboração dos Planos de Pormenor para a Mata de Sesimbra como elemento de suporte, uma vez que garantirá a disponibilização de solos e os meios financeiros necessários às alterações da rede viária.

Em relação à freguesia de Santana, a autarquia realizou uma obra que permitiu chegar a Sesimbra pela serra, o que descongestionou o trânsito na freguesia. Ao mesmo tempo, está prevista uma pequena intervenção na Carrasqueira, através de uma via que foi asfaltada durante este Inverno e que vai melhorar o acesso à zona de Alfarim e de Aiana, assim como está previsto o descongestionamento do trânsito em Cotovia e em Santana. Em projecto está ainda a criação de uma variante desde a entrada no concelho, na Carrasqueira, até ao porto de Sesimbra, e que Augusto Pólvora espera ver avançar já no próximo ano, depois de realizado este ano o estudo de impacte ambiental. Esta via, com dotação no PIDDAC, 'vai dar uma acessibilidade completamente diferente ao porto de Sesimbra e este terá condições para se afirmar, ainda mais, como o grande porto da Área Metropolitana de Lisboa', afirma Augusto Pólvora. Trata-se de um conjunto de vias que, no caso das obras avançarem, poderá não estar concluída no final do actual mandato. 'Tratam-se de investimentos pesados, na ordem dos 100 milhões de euros no seu conjunto, e a maior parte deste investimento será da responsabilidade dos promotores', explica o edil, que garante que a autarquia vai acabar por pagar uma parte elevada pois são verbas deduzidas das taxas pagas à Câmara Municipal.

Em relação ao estacionamento, o Plano de Acessibilidades prevê a redução do número de veículos na rede viária, sobretudo, no acesso ao centro de Sesimbra e à zona balnear, a poente do concelho. Para essas zonas mais congestionadas, o Plano prevê a criação de parques de estacionamento a montante, assim como de serviços de transporte colectivo de apoio aos parques. Desta forma, privilegia-se a construção de parques de estacionamento na periferia das zonas condicionadas (a poente e na vila de Sesimbra), estando previsto taxar progressivamente em função inversa da distância às zonas condicionadas.
Situação deficitária no saneamento
O saneamento básico é também um problema que poderá ter um fim à vista no município de Sesimbra no decorrer deste mandato, uma vez que está prevista uma remodelação na Estação de Tratamento da Águas Residuais (ETAR) de Sesimbra, no sentido de evitar os maus cheiros. Também a ETAR da Quinta do Conde vai sofrer uma remodelação de fundo, para que seja ampliada e possa receber tratamento terciário, sendo que irá tratar efluentes não só do concelho de Sesimbra, mas também do Barreiro e do Seixal. Está também prevista a construção de uma ETAR entre o Meco e a Lagoa de Albufeira, que irá tratar todo o efluente da freguesia do Castelo, 'provavelmente a situação mais deficitária em termos de rede de saneamento', classifica o autarca. Esta ETAR irá substituir a estação que existe nesta zona e que ficou sobrecarregada e subdimensionada para o efluente que lá chega e que não exibe a qualidade que lhe seria exigida. 'Temos uma vasta área do concelho onde o sistema de saneamento da água tem fossas sépticas individuais, o que não quer dizer que o esgoto esteja a correr a céu aberto, mas onde não há rede pública de esgotos', explica Augusto Pólvora. Ao todo, a autaquia precisa de investir cerca de 12 milhões de euros nos próximos anos para dotar estes aglomerados de rede de saneamento. No entanto, o edil não esquece um compromisso assumido pelo então ministro das Cidades e do Ambiente, Isaltino Morais, em que haveria apoio do Estado ao saneamento da freguesia do Castelo. O apoio comunitário é a segunda via pela qual a autarquia espera algum retorno que, por mais pequeno que seja, será um apoio no elevado investimento previsto para esta área.

|
|
» E ainda ... |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|