:: IP4: Governador civil de Bragança promete até ao final da semana solução para cruzamento onde morreram três pessoas
08-02-2010
Bragança, 08 fev (Lusa) - O governador civil de Bragança, Jorge Gomes, anunciou hoje que até ao final da semana vai ser apresentada uma solução para melhorar as condições de segurança no nó do IP4 onde em dois dias morreram três pessoas.
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Em dois acidentes, quinta e sexta feiras, as circunstâncias foram as mesmas: a viatura que atravessava o IP4 no cruzamento de Vale de Nogueira colidiu com outro automóvel que circulava na via, causando um morto, no primeiro acidente, e duas vítimas mortais, no segundo.
A gravidade dos sinistros motivou hoje uma reunião entre o governador civil, GNR, Estradas de Portugal e a concessionária do IP4, a AE - Auto Estradas XXI, para discutir o assunto.
Segundo disse à Lusa o governador civil, Jorge Gomes, na reunião ficou decido estudar soluções temporárias para resolver o problema da segurança naquele cruzamento até à transformação da via na Autoestrada Transmontana, que se encontra em execução.
"Até ao final da semana vamos apresentar uma solução para resolver, ainda que provisoriamente, o problema", disse, adiantando apenas que a solução poderá passar por uma rotunda ou criar um acesso que não obrigue a atravessar totalmente a via.
O cruzamento em causa é há vários anos alvo de críticas e protestos pela falta por ser nivelado e um dos três que o traçado do IP4 apresenta nestas circunstâncias entre Macedo de Cavaleiros e Bragança.
Este tipo de situação ocorre só nesta zona do Distrito de Bragança e obriga os automobilistas a atravessarem a via rápida para entrarem nalgumas direções ou deslocarem-se entre aldeias desta zona, mesmo que não queiram circular no IP4.
Em poucos quilómetros, a situação ocorre em Vale de Nogueira, em Quintela de Lampaças e no cruzamento do Azibo, um local de veraneio muito movimento.
O governador civil disse à Lusa que os outros dois cruzamentos estão também em discussão, porém aquele que é considerado "mais preocupante" é o de Vale de Nogueira.
Segundo explicou, "os automobilistas que se deslocam, por exemplo de Bragada ficam num plano inclinado e têm de chegar-se demasiado à frente para terem visibilidade, o que significa que sem se aperceberem já estão na estrada".
HFI.
Lusa/fim
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