Encenada por Diogo Infante, a peça retrata a perda de entes queridos, a tristeza e a saudade sentida durante o luto, mas estemunha também uma grande história de amor, que promete sensibilizar quem vê, sente e se relaciona com as palavras da intérprete. Um espectáculo programado no âmbito da rede de programação cultural Cinco Sentidos, constituída pelo Teatro Viriato, Teatro Vírginia, Teatro Municipal da Guarda, Centro Cultural Vila Flor e Teatro Municipal Maria Matos.
No âmbito do Sentido Criativo, o Teatro Viriato proporciona a bebés e aos pais uma viagem pela descoberta de um mundo infinito de jogos activos, ritmos e canções, através da oficina Tatabitato (13, 20 e 27 de Março). Orientada por Ana Bento, Ricardo Augusto e Sara Figueiredo, a oficina procura incitar a comunicação musical e o encontro entre gerações. Para o público do 1.º e 2.º Ciclo do Ensino Básico, o Teatro Viriato sugere a oficina À Maneira de Isadora (15 a 19 de Março). Orientada por Leonor Barata, a oficina dá a conhecer a vida de Isadora Duncan e reconstrói gestos da coreógrafa, para que os participantes descubram a Dança Duncan que há em cada um.
TEATRO
12 E 13 MAR
O ANO DO PENSAMENTO MÁGICO
de Joan Didion
com Eunice Muñoz
encenação Diogo Infante
sex e sáb 21h30 | 70 min.
Preços únicos: 20 euros (Plateia e Camarotes) 15 euros (Frisas A e B) 10 euros (Frisas C e D) | S/ descontos
m/ 12 anos
ESPAÇO CRIANÇA DISPONÍVEL
"Sentam-se para jantar e a vida como a conhecem termina". Na noite de 30 de Dezembro de 2003, Joan Didion e o seu marido, John entram em casa depois de visitar a filha, Quintana, internada com uma infecção generalizada. Joan e John sentam-se para jantar e eis quando, no silêncio que se instala, John morre de ataque cardíaco. Esta história mostra a profundidade que só as grandes relações têm e reflecte sobre a doença e a morte, sobre a probabilidade e o acaso, sobre a saudade e o amor. Encenada por Diogo Infante, Eunice Muñoz regressa aos palcos com o monólogo de Joan Didion. O Ano do Pensamento Mágico, baseado nas memórias da autora e já premiado, mostra a profundidade que só as grandes relações têm e a fragilidade desse fio ténue que é a vida. Sozinha em palco, e a partir de uma velha poltrona, Eunice Muñoz interpreta a própria Joan Didion e empresta a voz a uma história sobre o amor e sobre a morte. Uma narrativa que, sem se aperceber, é apropriada por quem vê, sente e se relaciona com as palavras ditas por quem está no palco.
Joan Didion
Nascida na Califórnia (1934), licenciou-se na Universidade de Berkeley. Em 2005, foi-lhe atribuído o National Book Award pela obra O Ano do Pensamento Mágico. Destacam-se outras como Play It As It Lays, Democracy, Slouching Towards Bethlehem, The White Album, Salvador, Miami e Police Fictions. Em conjunto com o marido, John Gregory Dunne, escreveu guiões para diversos filmes. É membro da Academia Americana de Artes e Letras que a premiou, em 2005, com a Medalha de Ouro para não-ficção, e colaboradora de vários periódicos, de forma mais assídua, do The New York Review of Books.
Eunice Munõz
Nascida entre as artes do espectáculo, principia a sua carreira de actriz no Teatro Nacional D. Maria II, em 1941. Discípula singular de Amélia Rey Colaço, a ela ficará a dever a oportunidade de ter pisado o palco ao lado de grandes profissionais como Estevão Amarante, Maria Lalande, João Villaret, Maria Matos, mesmo antes de concluir de forma brilhante o curso de actores do Conservatório Nacional de Lisboa. Desde muito cedo se revelam as excepcionais qualidades de actriz que, ao longo de mais de seis décadas, conquistou o reconhecimento caloroso e a incontestável admiração de gerações de espectadores. Actriz de enormes e raras exigências reafirma-se em cada papel que representa. Mãe Coragem e os seus Filhos de Brecht, As Criadas de Jean Genet, A Casa do Lago de Ernest Thompson, Joana d'Arc de Jean Anouilh, A Casa de Bernarda Alba de Federico García Lorca, Zerlina de Hermann Broch, A Maçon de Lídia Jorge ou Madame, de Maria Velho da Costa, são alguns dos espectáculos a destacar. Teve inúmeras participações em televisão e cinema e foi diversas vezes premiada, destacando-se a recente atribuição do grau de doutor honoris causa pela Universidade de Évora. No Teatro Nacional D. Maria II: Madame, de Maria Velho da Costa; A Maçon, de Lídia Jorge; As Troianas, de Jean-Paul Sartre; As Fúrias, de Agustina Bessa-Luís; Zerlina, de Hermann Broch; Romance de Lobos, de Ramón Maria dell Valle-Inclán; O gebo e a sombra, de Raul Brandão; As Memórias de Sarah Bernhardt, de John Murrell; O Anúncio feito a Maria, de Paul Claudel; A Casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca; Felizmente há Luar, de Luís de Sttau Monteiro; Auto da Geração Humana, de Gil Vicente; O Avarento, de Molière; Os maridos peraltas e as mulheres sagazes, de Nicolau Luís da Silva; Auto da Mofina Mendes, de Gil Vicente; Auto da Alma, de Gil Vicente; Espada de Fogo, de Carlos Selvagem; Outono em Flor, de Júlio Dantas; A ascensão de Joaninha, de Gerhart Hauptmann; A Visita das Fontes, de D. Francisco Manuel de Melo; Auto de El- Rei Seleuco, de Luís Vaz de Camões; Auto da Feira, de Gil Vicente; A bisbilhoteira, de Eduardo Schwalbach; Dulcineia ou a última aventura de D. Quixote, de Carlos Selvagem; João Pateta, de Teresa Canto; Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett; Castro, de António Ferreira; Labirinto, de Manuel Frederico Pressler; Riquezas da sua avó, de Luís Vargas; Sua Alteza, de Ramada Curto; Coristas, de Armando Vieira Pinto; Diz-se por música, de João Villaret, Lucien Donnat; Maria Rita, de Teresa Canto; Vendaval, de Virgínia Vitorino uma peça de Joan Didion baseada nas suas memórias; tradução Pedro Gorman; encenação Diogo Infante; cenografia e figurino Catarina Amaro; desenho de luz Miguel Seabra; música original João Gil; Interpretada ao piano por Ruben Alves; vídeo Pedro Macedo; cabelo Marina Cruz; com Eunice Muñoz; assistência de encenação Lídia Muñoz; assistente pessoal de Eunice Muñoz Rita Simões; maquilhagem Joana Isfer; direcção de Cena Luís Marreiros; ponto Cristina Vidal; som/Vídeo Nuno Correia (Visualight) / Suse Fernandes; luz Nelson Lima (Visualight); maquinaria André Dias (Visualight); direcção técnica José Carlos Nascimento.
OFICINA/ SENTIDO CRIATIVO
13, 20 e 27 MAR
TATABITATO
orientação ANA BENTO, RICARDO AUGUSTO e SARA FIGUEIREDO
sáb 10h30 às 11h15 | Público-alvo até 18 meses
sáb 11h45 às 12h30 | Público-alvo dos 18 meses aos 3 anos
Lotação 10 bebés (acompanhados no máx. de 2 adultos por cada)
Preço 10 euros (inclui as 3 sessões) | Não se aceitam reservas
A partir da abordagem a um repertório musical variado, em Tatabitato pretende-se proporcionar aos bebés um ambiente de descoberta de si próprios, e do mundo que os rodeia, estimulando uma procura que é essencial desde os primeiros meses. Ao longo de três sessões, bebés e pais viajam e descobrem um mundo infinito de jogos activos, ritmos e canções com diferentes métricas e tonalidades, sons variados, objectos curiosos e muito movimento. E no âmbito deste encontro dos sons e do movimento, Tatabitato procura incitar a comunicação musical e o encontro entre gerações.
OFICINA DE DANÇA CRIATIVA/SENTIDO CRIATIVO
15 a 19 MAR
À MANEIRA DE ISADORA
orientação Leonor Barata
seg a sex 10h30 e 15h00 | Público-Alvo 1º e 2º ciclos do Ensino Básico
Lotação 1 turma / sessão
Duração 90 min. aprox.
Preço 2,5 euros
Mais do que recriar as danças que Isadora Duncan criou para si e para as suas alunas, o que se propõe nesta o?cina é revisitar esta personagem ímpar na história da dança, ao mesmo tempo que se exploram os seus métodos e as grandes influências da sua obra: a cultura grega e a análise nietschiana, o delsartrismo, o ambiente musical transmitido pela sua mãe, sobretudo, as obras dos clássicos, Chopin, Beethoven e Wagner, as imagens da Renascença. A oficina iniciar-se-á com a apresentação de Isadora e da sua vida. Através de algumas imagens mostra-se quem foi e como dançou. Depois deste encontro procura-se, à maneira de Isadora o início do movimento. Inspirados nas estátuas gregas e nas obras de Botticelli, reconstroem-se esses gestos e posturas. Por ?m, aprende-se uma sequência de Isadora, e mistura-se tudo para se conseguir a Dança Duncan de cada um.