Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, explicou que a autarquia conseguiu "negociar com a Caixa Geral de Depósitos financiamentos a juros muito atraentes, muito bonificados, com o prazo de pagamento muito alargado para todos os moradores de Vila D´Este que, usufruindo da reabilitação de exteriores que é feita pela câmara, possam fazer também a recuperação dos interiores dos edifícios".
"Temos um outro acordo muito importante para a reabilitação do centro histórico de Gaia, que tem várias componentes", avançou Menezes, enumerando "o apoio direto ao município para fazer reabilitação urbana e o apoio a particulares, quer senhorios quer inquilinos, para fazerem recuperação também das suas casas com taxas de juro também muito atraentes e muito bonificadas".
O autarca de Gaia referiu ainda que os tetos destes investimentos "são muito variáveis", tendo dado o exemplo de tetos para pequenas obras que vão até aos 30 mil euros e de tetos muito mais elevados, que podem chegar aos 200 mil euros para recuperação de edifícios inteiros.
Outra das cooperações entre a Câmara de Gaia e a Caixa Geral de Depósitos é a criação de um fundo imobiliário.
"A Caixa Geral de Depósitos gere, com a câmara, o património imobilizado da autarquia, procurando a instituição bancária dar rentabilidade numa lógica empresarial", salientou Menezes.
Segundo o presidente do município, "a Caixa Geral de Depósitos está a desempenhar o seu papel de banco do Estado, que tem a obrigação de apoiar iniciativas públicas, das autarquias, das pequenas e médias empresas", considerando Menezes que "nesse aspeto está a ter um papel elogiável num momento de crise".
Para além de Luís Filipe Menezes e Marco António Costa, vice-presidente da Câmara de Gaia, esteve presente na cerimónia de assinatura dos dois protocolos de cooperação estratégica o presidente da Caixa Geral de Depósitos, Faria de Oliveira.
JF.
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
Lusa/fim.