:: Sever do Vouga - Desenvolvimento integrado para fixar e atrair população
25-10-2006
São três os vectores que vão definir o futuro do concelho de Sever do Vouga: turismo, pequena indústria e coesão social. Uma terra do Interior marcada por um terreno acidentado e por uma grande beleza natural, que tem vindo a receber equipamentos para atrair visitantes
|
|
|
|
Sever do Vouga está no limiar entre o Litoral e o Interior do País e é ponto de passagem na ligação ao resto da Europa, através da A25. Este concelho está localizado nas margens do rio Vouga e quer afirmar-se como um destino turístico, pretendendo ser, antes de mais, um concelho desenvolvido a nível da pequena indústria e da coesão social.

Dez anos depois de implementado o Plano Estratégico de Desenvolvimento Turístico, a taxa de execução dos projectos é elevada, conforme vincou ao ‘Guia de Portugal’, a técnica de Turismo da Autarquia de Sever do Vouga, Graciela Figueiredo que se congratulou pelo facto deste documento “não ter ficado na gaveta”. Entretanto, esta responsável apresentou um conjunto de linhas mestras que deverão servir de orientação para o desenvolvimento sócio-económico do concelho, que inclui novas oportunidades de turismo, como o ecoturismo, aproveitando o que difere Sever do Vouga dos restantes concelhos: os recursos naturais.

A base económica local é outra vertente deste plano de intenções, que aposta no desenvolvimento de pequenas zonas industriais para incentivar a economia e o comércio tradicional e, por último, pretende fomentar a rede urbana, a identificação e a coesão social enquanto factores de atractividade no concelho. No que diz respeito à vertente turística, está em curso um importante projecto para o concelho, englobado no Programa PITER II – “Serras de Turismo, Montes de Animação”, que segundo o presidente da Câmara Municipal de Sever do Vouga, Manuel da Silva Soares, irá resolver o problema da falta de camas. Os dois grandes projectos âncora são o complexo turístico das Minas do Braçal e o parque temático de Paradela. De acordo com o autarca, o projecto das Minas do Braçal abrange Sever do Vouga, S. Pedro do Sul, Oliveira de Frades, Cinfães, Castro Daire, Arouca, Vale de Cambra e Castelo de Paiva. Trata-se de um projecto público-privado, que traduz um investimento da ordem dos 100 milhões de euros "Nesse projecto temos a recuperação das minas do Braçal. Queremos fazer lá um hotel, recuperando as antigas ruínas, mas o que pode ter atractividade é a extracção de chumbo. O projecto de arquitectura está elaborado, faltam as especialidades. Queremos que avance porque seria um projecto âncora”. Já o parque temático em Paradela representa um investimento de cinco milhões de euros, também no âmbito do PITER, e está localizado na margem do rio Vouga. “Se se concretizar, será um grande projecto turístico e, juntamente com o das Minas do Braçal, resolvíamos o problema do alojamento em Sever do Vouga. Actualmente temos apenas duas casa de Turismo Rural e duas casas de habitação”, explica o edil.

Ainda no plano da sustentabilidade ambiental e turística, Graciela Figueiredo refere que a construção da Barragem de Ribeiradio deverá reconfigurar a envolvente da freguesia de Couto de Esteves, “com a criação da albufeira, estimulando novos nichos de mercado ao nível do turismo, nas modalidades do turismo em espaço rural e de natureza”. A base destes projectos está no que o concelho tem para oferecer como a gastronomia, os desportos náuticos, os percursos pedestres, o artesanato e os produtso típicos da zona, como são os casos dos enchidos e das compotas, potenciados pelo aparecimentos de duas associações de artesãos. “Estávamos a correr o risco de perder algumas coisas que se faziam de forma artesanal como a cestaria, a tanoaria, os licores e compotas de mirtilho, os chinelos de cabedal”, referiu o autarca. Ao mesmo tempo, apareceram empresas de reinserção social, no âmbito de um projecto de luta contra a pobreza, que se começaram a dedicar às compotas. “Nós fazemos feiras à moda antiga para promover a venda desses produtos tradicionais, que são um sucesso, a que juntamos animação cultural”, adianta o presidente da Câmara.

O que mudou no Concelho
Projectos como a melhoria dos restaurantes, novas infra-estruturas como a praia fluvial, a recuperação de espaços naturais como a Cascata da Cabreia, o parque de Santa Maria da Feira, a construção de miradouros, a iluminação da ponte Santiago e a via ciclável que também deverá passar por cima dessa ponte, são algumas das intervenções de que o concelho foi alvo nos últimos anos, sendo que o autarca afirma estar a apostar nas zonas junto às linhas de água como os rios Vouga e Mau. “Há espaços no concelho que têm sofrido intervenções de requalificação. Os próprios restaurantes da vila melhoraram com a intervenção do URBCOM e as condições de atractividade do concelho são muito maiores agora do que eram há uns anos”, adianta Manuel da Silva Soares. Em Dornelas também está a ser construída mais uma praia fluvial na zona da ribeira e foi adquirido um terreno que a Junta de Freguesia vai valorizar com o apoio do Programa Leader e com financiamento da Câmara. “Há uma série de espaços da Câmara que estão a ser, ou que já foram, requalificados para que as pessoas possam ter zonas de lazer”, refere, apontando ainda a aposta na cultura: “temos um centro de artes que reabilitámos a partir de um cinema antigo que estava em ruínas, sendo que fazemos um investimento muito grande em cultura”.

|
|
» E ainda ... |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|